04 novembro, 2013

O Rio Tietê

          Um dos maiores exemplos de águas poluídas é o Rio Tietê que nasce nas encostas da Serra do Mar em Salesópolis e corre por 73 municípios paulistas.
          O rio foi determinante na fundação da maior cidade do hemisfério sul e na ocupação do território ao seu redor nas últimas décadas o desenvolvimento se estendeu do alto ao baixo Tietê.
          O IDH na sua bacia é 14% maior do que a média do Brasil. Porque a esperança de vida ao nascer é também mais alta: 75,3 anos. É bem diferente de 100 anos atrás, quando as margens e várzeas do Tietê eram evitadas pela população temerosa das enchentes e de doenças como a malária.
         O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro ao rio. A qualidade de suas águas, cristalinas em Salesópolis, torna-se apenas "boa" em Biritiba-Mirim, "razoável" em Mogi das Cruzes e "ruim" em Itaquaquecetuba, na confluência com o Rio Aricanduva, já em São Paulo, fica "péssima", e segue assim por mais 200 quilômetros, até o desemboque do Sorocaba, em Laranjal Paulista. A seguir vêm mais 130 quilômetros de água ruim. Ela só volta a ficar boa em Barra Bonita.
        A degradação se deve ao despejo de efluentes industriais e de 595 bilhões de litros de esgoto doméstico não tratado todo ano no rio - 40% do total do Brasil. Só a capital é responsável por jogar 750 milhões de litros de esgoto em estado puro no Tietê diariamente, apesar disso, na maior parte de seu curso, o Tietê tem águas de boa qualidade. Em Araçatuba, ela vai parar nas torneiras. Em Penápolis, abriga clubes de pesca de pacus e tucunarés.
       Com pouca ajuda, o rio mais poluído do Brasil se recupera e termina tão limpo quanto começou.

Para saberem mais acessem:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,rio-mais-poluido-do-pais-tiete-e-tambem-o-mais-rico-e-populoso-,1077411,0.htm

              Abaixo temos uma matéria bem legal sobre todo o trajeto Rio Tiete! 




             Rio Tietê: especialistas indicam o que deveria ser feito para salvá-lo
             Só a atual tentativa de recuperação do principal rio paulistano custou 3 bilhões de reais. Mas os resultados ainda estão longe dos desejados

          Para quem tem menos de 60 anos, o trecho do Tietê que corta a capital sempre foi sinônimo de águas escuras, poluídas e sem vida. Até a década de 40, no entanto, o principal rio da cidade era considerado a praia dos paulistanos. O carioca João Havelange, que muito antes de presidir a Fifa ganhou fama como nadador e jogador de polo, lembra-se dessa época com detalhes. ‘Podíamos beber a água do rio sem receio nenhum’, conta ele. Primeiro como atleta do Fluminense e depois defendendo o Clube Esperia, ele disputou a travessia de São Paulo a nado cinco vezes, de 1935 a 1943. Realizada entre as pontes das Bandeiras e da Vila Maria, a prova de 5,5 quilômetros atraía 6 000 competidores, em média. O futuro mandachuva do futebol internacional levou a melhor em três edições. Mas, depois de disputar a última, Havelange amanheceu com febre alta. Diagnóstico: tifo negro, uma grave doença da qual só se livrou após passar quatro meses acamado. Sobre o rio no qual contraiu a moléstia que quase lhe tirou a vida, Havelange diz, aos 93 anos: ‘Eu me lembro até hoje da emoção que senti ao nadar em suas águas. Meu grande sonho é chegar aos 100 anos para assistir aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Também gostaria de estar vivo para ver o Tietê limpo novamente’.
          A despoluição de um dos mais maltratados cartões-postais de São Paulo - que nasce em Salesópolis, a 110 quilômetros da capital, e corre para o Rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul - é um sonho antigo. Foi prometida por diversos governos. Criado pelos militares na década de 70, o plano de saneamento para a Grande São Paulo (Sanegran) previa a coleta e o tratamento de todos os dejetos que eram lançados em suas águas. Nos anos 80, a convite do prefeito Jânio Quadros, o arquiteto Oscar Niemeyer elaborou um projeto que incluía, além da faxina do Tietê, a criação de um parque de 18 quilômetros quadrados ao longo de uma das margens, entre a Lapa e o Tatuapé - a pista no sentido Ayrton Senna seria reconstruída a 1,5 quilômetro do rio. Em 2003, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha anunciou outra proposta para mudar a cara do Tietê: a construção de diversas passarelas, raias para esportes aquáticos e píeres para transporte fluvial.
           Elaborada pela Sabesp, a atual estratégia de limpeza do Tietê, que já afundou 3 bilhões de reais em suas águas fétidas, começou em 1992, graças a um abaixoassinado de 1,2 milhão de pessoas capitaneado pela Rádio Eldorado e pela ONG SOS Mata Atlântica. Orçada em 2 bilhões de reais, a terceira e atual fase do plano está prometida para terminar em 2015. Consiste em ampliar o tratamento do esgoto na região metropolitana. Explica-se: toda a sujeira que é lançada nos córregos e rios da cidade e de municípios vizinhos vai parar em algum momento no Tietê. É por isso que a proposta da Sabesp vai diminuir o estrago de outros rios da região, como o sujo Pinheiros, que também deságua em nosso maior rio.
           Fazer com que o Tietê deixe de ser um esgoto a céu aberto não é tarefa fácil. Por ainda estar próximo da nascente, o trecho que corta a capital não corre com a mesma força, por exemplo, do Tâmisa, em Londres, o que dificulta a dispersão de poluentes. A ressurreição do Tâmisa, aliás, que já teve a morte decretada e hoje abriga 120 espécies de peixe, começou a tomar corpo nos anos 60. Levou duas décadas para ser concluída e custou mais de 1 bilhão de dólares. Ampliar a rede de tratamento de esgoto foi uma das estratégias adotadas. A seguir, especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO apontam os desafios que precisam ser vencidos para que o Tietê - ainda que nunca se transforme no rio de águas cristalinas do início do século XX - deixe de ser uma vergonha. Somadas, as propostas custariam mais de 11 bilhões de reais aos cofres públicos.

1o Desafio: acabar com o mau cheiro
         Tratar todo o esgoto lançado em um rio é a primeira e mais importante etapa para torná-lo cristalino novamente. Nesse sentido, os resultados alcançados pelo projeto de limpeza do Tietê foram enormes. No começo dos anos 90, 63% dos dejetos da metrópole eram recolhidos, mas apenas 20% desse total passava por algum tratamento. Hoje, o índice de coleta de esgoto na Grande São Paulo subiu para 84% e o do tratamento, para 70%. Mesmo assim, o nível de oxigênio do Tietê na capital é próximo de zero (um rio saudável como o Sena, em Paris, que hoje abriga mais de trinta espécies de peixe, precisa ter pelo menos 8 miligramas de oxigênio por litro). O vilão é a total falta de tratamento do esgoto produzido por Guarulhos e cidades do Grande ABC. Elas ainda não se conectaram às estações de tratamento construídas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) por razões financeiras - assim que as prefeituras começarem a usar o sistema, terão de pagar por isso. ‘De nada adiantará tratar todo o esgoto da capital se os demais municípios da região não fizerem o mesmo’, explica Carlos Eduardo Carrela, superintendente de gestão de projetos especiais da Sabesp. Apesar disso, Carrela acredita que a conclusão da terceira etapa do projeto de despoluição, prevista para 2015, vai resolver ao menos o problema do mau cheiro das águas. ‘Nossa meta é coletar 87% do esgoto da região metropolitana e tratar 84% disso’, diz ele. ‘Será o suficiente para melhorar o odor do rio na cidade.’
Viabilidade: alta (especialistas afirmam que a atual fase do Projeto Tietê deve ser concluídano prazo).
Tempo mínimo necessário: 6 anos.
Custo: 2 bilhões de reais (valor estimado para a conclusão da terceira fase do Projeto Tietê).
2o Desafio: evitar novos transbordamentos
          Concluída em 2006, a ampliação da calha do Tietê diminuiu o risco de enchentes ao longo das marginais. Para aprofundar o leito do rio em 2,5 metros - antes havia trechos com apenas 50 centímetros -, foram retirados 7 milhões de metros cúbicos de pedra, lama e sujeira. ‘Cenas de motorista abandonando o carro para não ser tragado pelas águas ficaram no passado’, diz o engenheiro hidráulico Aluísio Pardo Canholi. ‘Mas o Tietê ainda é incapaz de dar vazão a temporais muito fortes e pode transbordar em alguns pontos.’ Foi o que ocorreu numa terça-feira no começo de setembro, quando caíram na cidade, entre 8 e 17 horas, 70 milímetros de água, volume altíssimo para essa época do ano. A construção de piscinões, principalmente nas regiões do Tamanduateí e do Aricanduva, é tida como a principal solução para o problema. Mas apenas 43 dos 100 reservatórios previstos no Plano Diretor de Macrodrenagem da Região Metropolitana estão prontos. Para evitar novas enchentes, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) gasta por ano 30 milhões de reais para retirar 400 000 metros cúbicos de lixo do rio - 35% dessa sujeira é atribuída ao lamentável hábito de jogar lixo na rua. ‘Se a população não se conscientizar de seu papel na poluição dos rios, o problema das enchentes nunca terá fim’, afirma Ubirajara Tannuri Felix, superintendente do Daee.
Viabilidade: baixa (a construção de novos piscinões na Grande São Paulo anda a passos lentos).
Tempo mínimo necessário: 11 anos.
Custo: 1,1 bilhão de reais (valor estimado para a construção).
3o Desafio: acabar com a ocupação irregular das encostas
          Todos os dias, o Tietê recebe mais de 700 toneladas de esgoto, in natura, da capital e de municípios próximos, o suficiente para encher uma piscina olímpica. A falta de saneamento é a principal causa da aparência feia e escura dos rios que cortam a capital: 30% do que passa pelas tubulações da Sabesp volta para os rios sem tratamento algum e 16% do esgoto da região metropolitana ainda não é sequer coletado. A ampliação da rede coletora de esgoto depende, em grande medida, da retirada de favelas da beira de rios e córregos. Outro problema que precisa ser enfrentado é a ocupação irregular de áreas de mananciais - cerca de 2 milhões de pessoas vivem nessas regiões na Grande São Paulo. ‘É dificílimo coletar o esgoto dessas áreas sem desapropriar parte dos moradores’, explica Carlos Eduardo Carrela, da Sabesp. ‘Enquanto isso não é feito, o destino final de toda a sujeira continuam sendo o Tietê e o Pinheiros.’ A segunda fase da despoluição do Tietê reduziu o esgoto jogado na Represa Billings, o maior reservatório hídrico de São Paulo, ao redor do qual 700.000 pessoas vivem à margem da lei. ‘Foi uma conquista importante’, comemora Carrela. ‘Mas terá sido em vão se a prefeitura não impedir o surgimento de novas ocupaçõesirregulares.’
Viabilidade: baixa (além do investimento financeiro, a retirada de casas da beira dos rios tem um custo político com que poucos governantes estão dispostos a arcar).
Tempo mínimo necessário: 5 anos.
Custo: 1,7 bilhão de reais (valor estimado para a recuperação das várzeas do Tietê).
4o Desafio: impedir o lançamento de produtos químicos
        Um dos responsáveis pelo atual estado de nossos rios é o esgoto industrial. Em 1992, a Cetesb calculou que 1 250 empresas despejavam no Tietê 5 toneladas de resíduos químicos todos os dias. Hoje, o volume de lixo industrial lançado nas águas diminuiu para 307 quilos diários e o número de fábricas que funcionam às margens do rio baixou para 594. ‘Essas empresas são rotineiramente fiscalizadas para evitar novas contaminações’, explica Richard Hiroshi, engenheiro da Cetesb especializado em controle de poluição ambiental. ‘Mas lu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica. ‘Mas, enquanto o problema do mau cheiro não for vencido, nenhuma empresa vai querer investir nesse tipo de transporte.’ Fora da capital, o Tietê - que tem 1 100 quilômetros de extensão, 800 dos quais navegáveis - é utilizado todos os anos para transportar 5 milhões de toneladas de carga. Pouco. Pelo Rio Reno, um dos maiores da Europa e também com 800 quilômetros navegáveis, são transportados cerca de 200 milhões de toneladas de carga por ano. Para aumentar o transporte fluvial em São Paulo, Bussinger estuda a criação de um hidroanel de 186 quilômetros interligando o Tietê a outros canais próximos. ‘Isso facilitaria muito o escoamento de mercadorias produzidas na cidade.’
Viabilidade: baixíssima (só dá para pensar em navegabilidade se todas as outras propostas forem colocadas em prática).
Tempo mínimo necessário: sem previsão.
Custo: 2 bilhões de reais (orçamento previsto para a criação do hidroanel).

           Esse texto mostra as relações de causa (os motivos, os porquês) e de conseqüência (os efeitos) do Rio Tiete até hoje não ter sido limpo mesmo depois de anos de tratamento. “Elaborada pela Sabesp, a atual estratégia de limpeza do Tietê, que já afundou 3 bilhões de reais em suas águas fétidas, começou em 1992, graças a um abaixoassinado de 1,2 milhão de pessoas capitaneado pela Rádio Eldorado e pela ONG SOS Mata Atlântica. Orçada em 2 bilhões de reais, a terceira e atual fase do plano está prometida para terminar em 2015. Consiste em ampliar o tratamento do esgoto na região metropolitana. Explica-se: toda a sujeira que é lançada nos córregos e rios da cidade e de municípios vizinhos vai parar em algum momento no Tietê. É por isso que a proposta da Sabesp vai diminuir o estrago de outros rios da região, como o sujo Pinheiros, que também deságua em nosso maior rio. Fazer com que o Tietê deixe de ser um esgoto a céu aberto não é tarefa fácil. Por ainda estar próximo da nascente, o trecho que corta a capital não corre com a mesma força, por exemplo, do Tâmisa, em Londres, o que dificulta a dispersão de poluentes. A ressurreição do Tâmisa, aliás, que já teve a morte decretada e hoje abriga 120 espécies de peixe, começou a tomar corpo nos anos 60. Levou duas décadas para ser concluída e custou mais de 1 bilhão de dólares. Ampliar a rede de tratamento de esgoto foi uma das estratégias adotadas. A seguir, especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO apontam os desafios que precisam ser vencidos para que o Tietê - ainda que nunca se transforme no rio de águas cristalinas do início do século XX - deixe de ser uma vergonha. Somadas, as propostas custariam mais de 11 bilhões de reais aos cofres públicos.( 1o Desafio: acabar com o mau cheiro, 2o Desafio: evitar novos transbordamentos, 3o Desafio: acabar com a ocupação irregular das encostas e 4o Desafio: impedir o lançamento de produtos químicos.)” ou seja, não adianta gastar milhões de reais se as pessoas continuarem poluindo outras partes do Rio. Seria um processo feito em vão por ter um gasto desnecessário de dinheiro e tempo "perdido".



O Rio mais Poluído do País, Tietê é Também o mais Rico e Populoso

          Saiu uma reportagem no dia 22/10, no Estadão, sobre o rio Tietê, como nós sabemos é um dos mais poluído do País, a matéria fala também que ele é o mais rico e populoso também, segue o trecho da reportagem.

 
" JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO , LUCAS DE ABREU MAIA, RODRIGO BURGARELLI - O Estado de S.Paulo"
 
 
        "Comparado ao tamanho dos rios amazônicos, o Tietê é um regato. Nas estatísticas, porém, é uma catarata de superlativos. Estudo inédito do Estadão dados mostram que o Tietê e seus afluentes formam a bacia hidrográfica mais populosa, mais rica e mais poluída do Brasil. É também a de maior desenvolvimento humano do País."

 
Foto:Nilton Fukuda/Estadão
Barragem de Ponte Nova, em Salesópolis


           "A produção da bacia do Tietê soma R$ 1 trilhão por ano. A cada R$ 4 do PIB brasileiro em 2010, R$ 1 saiu do entorno do rio e de seus tributários. Às suas margens ou perto delas moram 30 milhões de pessoas, a maior população ribeirinha do País, com médias de 10,6 anos de estudo e 75,3 anos de vida.
           O Rio Tietê - cujo dia é comemorado hoje - nasce acima dos mil metros de altitude, nas encostas da Serra do Mar, em Salesópolis, a leste da capital. Corre 1.136 quilômetros para o interior, por 73 municípios paulistas. Deságua no Rio Paraná, entre Itapura e Castilhos, 300 metros acima do nível do mar. São apenas 740 metros de desnível da nascente à foz, ou 1 metro de declive a cada quilômetro e meio de percurso, em média.
           Mesmo assim, as quedas do Tietê são famosas desde antes dos bandeirantes. Uma das maiores cachoeiras era chamada pelos índios de utu-guaçu, ou salto grande. Acabou por batizar as cidades de Itu e Salto.
           Para fugir desse trecho inicial tortuoso e cheio de corredeiras, a navegação rio abaixo entre os séculos 18 e 19 começava em Araritaguaba, atual Porto Feliz, com destino às minas de ouro de Cuiabá. Por só poderem ser feitas em parte do ano, no período de cheia do rio, as expedições eram chamadas de monções - como as navegações portuguesas pelo Índico.
            As longas canoas eram escavadas em enormes troncos derrubados ao longo das margens do rio e seus afluentes, como o Piracicaba. Escavadas na madeira maciça, levavam mantimentos, ferramentas e escravos para as minas, e traziam ouro.
           Hoje, a hidrovia Tietê-Paraná percorre 2,6 mil quilômetros e transporta 6 milhões de toneladas de cargas anualmente, entre insumos e grãos. Um comboio de seis barcaças carregadas tira 210 carretas das estradas, gastando um quarto do combustível e emitindo um terço da quantidade de carbono.
           Na época das monções, as canoas demoravam semanas ou até meses para chegar ao Paraná. Entre outros motivos, porque tinham de ser carregadas por terra em varadouros como o do traiçoeiro salto do Avanhandava. O salto foi inundado nos anos 1980 pelo reservatório da usina de Nova Avanhandava.
           Nenhum acidente natural resiste no trecho entre Conchas e a foz. Foi construída mais de uma dezena de barragens ao longo do maior rio paulista, para aproveitamento hidrelétrico. Em seu curso, o Tietê gera até 2 mil megawatts de energia.
            Em Pereira Barreto, a cerca de 50 km da desembocadura, um canal desvia parte do Tietê para o Rio São José dos Dourados, que corre paralelo e na mesma direção. As águas canalizadas ao norte ajudam a girar as turbinas da hidrelétrica de Ilha Solteira, no Rio Paraná.
           Desenvolvimento. O rio foi determinante na fundação da maior cidade do hemisfério sul e na ocupação do território ao seu redor. Nas últimas décadas o desenvolvimento se estendeu do alto ao baixo Tietê.
           O IDH na sua bacia é 14% maior do que a média do Brasil. Porque a esperança de vida ao nascer é também mais alta: 75,3 anos. É bem diferente de 100 anos atrás, quando as margens e várzeas do Tietê eram evitadas pela população temerosa das enchentes e de doenças como a malária.
          Na educação, a expectativa de anos de estudo na bacia do rio é 11% maior do que a média brasileira (9,5 anos). A desigualdade de renda é menor do que no resto do País. O índice de Gini ao longo do Tietê varia de 0,33 a 0,67 (quanto mais próximo de 1, mais desigual), mas, na média, esse valor é de apenas 0,44 - ou 27% menor do que a média do Brasil.
          O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro ao rio. A qualidade de suas águas, cristalinas em Salesópolis, torna-se apenas "boa" em Biritiba-Mirim, "razoável" em Mogi das Cruzes e "ruim" em Itaquaquecetuba.
          Na confluência com o Rio Aricanduva, já em São Paulo, fica "péssima", e segue assim por mais 200 quilômetros, até o desemboque do Sorocaba, em Laranjal Paulista. A seguir vêm mais 130 quilômetros de água ruim. Ela só volta a ficar boa em Barra Bonita.
          A degradação se deve ao despejo de efluentes industriais e de 595 bilhões de litros de esgoto doméstico não tratado todo ano no rio - 40% do total do Brasil. Só a capital é responsável por jogar 750 milhões de litros de esgoto em estado puro no Tietê diariamente.
         Apesar disso, na maior parte de seu curso, o Tietê tem águas de boa qualidade. Em Araçatuba, ela vai parar nas torneiras. Em Penápolis, abriga clubes de pesca de pacus e tucunarés.
        Nos últimos 30 quilômetros antes de chegar à foz, no Rio Paraná, as águas do Tietê voltam a ter a mesma excelência dos primeiros 40 quilômetros de seu curso. Com pouca ajuda, o rio mais poluído do Brasil se recupera e termina tão limpo quanto começou."

Exercício de Argumentação utilizado é o baseado em provas concretas “O RIO MAIS POLUIDO DO MUNDO, TIETÊ É TAMBÉM E O MAIS RICO E POPULOSO” –

             Nessa matéria ele utiliza argumentos baseados em provas concretas como no trecho A produção da bacia do Tietê soma R$ 1 trilhão por ano. A cada R$ 4 do PIB brasileiro em 2010, R$ 1 saiu do entorno do rio e de seus tributários. Às suas margens ou perto delas moram 30 milhões de pessoas, a maior população ribeirinha do País, com médias de 10,6 anos de estudo e 75,3 anos de vida.”, para que ele tenha apresentado esses dados, ele teve que pesquisar a respeito de como a produção da bacia do Tiete produz e contribui para geração de renda e do PIB.

 Outro trecho da matéria que apresenta argumentos baseados em provas concretas é “   Hoje, a hidrovia Tietê-Paraná percorre 2,6 mil quilômetros e transporta 6 milhões de toneladas de cargas anualmente, entre insumos e grãos. Um comboio de seis barcaças carregadas tira 210 carretas das estradas, gastando um quarto do combustível e emitindo um terço da quantidade de carbono.” Nesse trecho para chegar a esses números, foi baseado em pesquisas para saber a quantidade de insumos transportados,  como a ajuda daqueles que trabalham para a retirada desses insumos


 Nos trechos  “ O IDH na sua bacia é 14% maior do que a média do Brasil. Porque a esperança de vida ao nascer é também mais alta: 75,3 anos. É bem diferente de 100 anos atrás, quando as margens e várzeas do Tietê eram evitadas pela população temerosa das enchentes e de doenças como a malária.


Na educação, a expectativa de anos de estudo na bacia do rio é 11% maior do que a média brasileira (9,5 anos). A desigualdade de renda é menor do que no resto do País. O índice de Gini ao longo do Tietê varia de 0,33 a 0,67 (quanto mais próximo de 1, mais desigual), mas, na média, esse valor é de apenas 0,44 - ou 27% menor do que a média do Brasil.” Os argumentos com bases concretas foi utilizado com base em dados estatístico a respeito de qual a expectativa de vida para aqueles que moram na  região da bacia, e também nos mostram dados referente a expectativa de estudos para quem mora na região da  bacia, e também nos mostra que as pessoas que moram nessa bacia em relação a desigualdade  referente a renda é menor, ou seja uma população mais carente e de baixa renda.
          Também nos mostra não só através de números, mas isso pode ser constatado visualmente, que  “ A degradação se deve ao despejo de efluentes industriais e de 595 bilhões de litros de esgoto doméstico não tratado todo ano no rio - 40% do total do Brasil. Só a capital é responsável por jogar 750 milhões de litros de esgoto em estado puro no Tietê diariamente.” É fato e podemos verificar essa realidade quando passamos pelo Rio Tiête.

Documentário sobre a Poluição das Águas. PLANETA ÁGUA (Série Exibida no ...

       Segue o link para o documentário " PLANETA ÀGUA"
 

http://www.youtube.com/v/qszsmTyMAd0?autohide=1&version=3&attribution_tag=z4QTQypAc0MbFgg22KGnzQ&showinfo=1&autohide=1&feature=share&autoplay=1

Charges: Poluição das Águas


                        Abaixo charges sobre a poluição das Águas - Vamos refletir e agir a respeito!
















           As charges foram extraídas através da busca por imagens no Google














03 novembro, 2013

Vídeo: Soluções para a poluição das águas


 
        O vídeo abaixo apresenta soluções que podem ser seguidas, para não ocorrer a poluição das águas
 
 
 
 
 







02 novembro, 2013

Vídeo: Despoluição do Rio Reno e do Rio Ham

        Segue dois vídeos sobre como é possível despoluir o rio:



Rio Reno
 
 
Rio Ham


Análise do Post “Fenômenos da Depuração dos Esgotos” – O argumento utilizado é o de autoridade e Exercício de Argumentação de competência linguística.Post "Fenômenos da depuração dos esgotos"


Análise do Post “Fenômenos da Depuração dos Esgotos” – O argumento utilizado é o de autoridade


 

               No trecho extraído do post “ Fenômenos da Depuração dos esgotos” “...Segundo Viel também é possível conseguir a floculação da suspensão coloidais dos esgotos para o meio da atividade biológica de protozoários. Os compostos orgânicos são aqueles resultantes da combinação de carbono com outros elementos. ...” quando esta se falando sobre o processo químico, de como ele é feito é citado o Viel - que entende do assunto – do qual mostra outro método de realizar a floculação da suspensão coloidais, além das já mencionadas.
Análise do Post “Tratamento das Águas Residuárias em Entendendo o Problema“ – O argumento utilizado é o de competência linguística

            No trecho extraído do post “O destino final de qualquer efluente urbano é o encaminhamento a um corpo de água. Em consequência desse lançamento, aparece a possibilidade de virem a serem gerados certos inconvenientes, como por exemplo, o desprendimento de maus odores, o sabor estranho na água potável, mortandade de peixes e outros. A saúde pública pode ser ameaçada pela contaminação das águas de abastecimento, dos balneários e dos gêneros alimentícios. O cólera, a febre tifoide, a disenteria, e a hepatite infecciosa podem ser disseminadas por veiculação hídrica. É possível que as águas de um rio se tornem impróprias para o uso agrícola ou industrial. A finalidade do tratamento dos despejos é manter os corpos de água livres de inconvenientes desse gênero” a linguagem utilizada é bem clara e não foge das normas cultas, facilitando o entendimento de quem lê. Chamando-nos à atenção sobre os problemas que podem ocasionar a falta de tratamento correto da água á nossa saúde e alerta-nos que se as águas dos rios tiverem contaminada, não podem ser utilizadas pela agricultura e pela indústria, devido o risco de contaminação.

Expedição pelo sena mostra como os franceses conseguiram despoluir o rio

           Abaixo segue o link sobre a reportagem que foi exibida no Jornal Hoje, de dois ambientalistas brasileiros, que navegaram pela extensão do Rio Sena, na França, mostrando que a despoluição do rio é possível, e que no passado era poluído e hoje a vida volta a nesse rio.


http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/v/expedicao-pelo-sena-mostra-como-franceses-conseguiram-despoluir-o-rio/2920325/

Reportagem sobre: O caso Tâmisa

            O rio que corta Londres, já foi exemplo de catástrofe ambiental

Por: Eduardo Araia

           "Em 1878, 600 passageiros do nacvio e vapor Princess Alice morreram em Barking, na região leste da Grande Londres, após a embarcação colidir e ir a pique. O principal vilão da tragédia não foi o afundamento: as vítimas foram intoxicadas pela poluição das águas do Rio Tâmisa enquanto nadavam para alcançar as margens.
           O drama do Princess Alice é um exemplo das condições em que o rio de 346 quilômetros de extensão o maior da Inglaterra se encontrava na época vitoriana. A água despejada pelas indústrias e os dejetos provindos dos recém-inventados vasos sanitários fluíam diretamente para o rio ao longo de cidades importantes como Oxford, Windsor, Kingston, Richmond e Londres. A vida selvagem, peixes, mamíferos e aves, agonizava. Para piorar, os londrinos bebiam água retirada sem tratamento, o que resultou na morte de milhares de pessoas.
          A situação só mudou para valer a partir de 1957, quando os níveis de poluição chegaram a um grau tão elevado que o Tâmisa foi declarado biologicamente morto. A água tinha pouco oxigênio e não suportava nenhuma forma de vida. Do lodo depositado no fundo emanava um insuportável cheiro de "ovo podre" que obrigou a suspender sessões do Parlamento, em 1858. Desde então, o governo central e as prefeituras ao longo do rio começaram uma guerra coordenada, sem tréguas, contra a poluição.
          Uma legislação ambiental rígida obrigou as fábricas a eliminar o despejo de poluentes nos 20 tributários do rio. O sistema de tratamento do esgoto da região metropolitana de Londres (atualmente com 8 milhões de habitantes) foi aperfeiçoado. O problema recorrente das enchentes foi resolvido em 1980 com a construção da Barragem do Tâmisa. Trechos de concreto que impermeabilizavam as margens (como se vê atualmente nas margens do Rio Tietê na capital de São Paulo) foram retirados pela Agência de Meio Ambiente, responsável pelo manejo do rio hoje atravessado por 214 pontes e 20 túneis. Abriu-se espaço, assim, para solos de lama e mais de 400 hábitats para vida selvagem.
          O conjunto de ações devolveu vida ao Tâmisa. Atualmente, há 125 espécies de peixes e 400 espécies de invertebrados povoando as águas e as margens. Pássaros, como a garça e o martim-pescador, e mamíferos, como a lontra, são avistados novamente. Em 1979 as autoridades introduziram o salmão, espécie muito sensível à poluição, mas em 2006 o peixe desapareceu. Até cavalos-marinhos já surgiram nas águas do estuário, no Mar do Norte. Depois da despoluição o rio voltou a atrair os esportes náuticos.
          Hoje, o rio anima competições esportivas de remo, navegação à vela, caiaque e atrai pescadores embora ninguém se atreva a nadar em suas águas. O renascimento rendeu o prêmio International eiss River Prize, concedido pela organização International Riversymposium, em 2010. O Tâmisa nunca esteve tão limpo em 150 anos. Mas a guerra contra a poluição deve ser perene, advertem as autoridades. O antiquado sistema de drenagem e esgoto conjugado da capital, construído na era vitoriana para uma população menor, precisa ser refeito. Todo material orgânico e inorgânico transportado deve ser integralmente tratado. Com o sistema no limite, consertos de encanamento malfeitos e despejo inadequado de lixo, de pet, de sacos plásticos e de óleo podem agravar os problemas e voltar a apresentar risco à população.
          Para contornar as emergências, a Agência do Meio Ambiente possui oito estações de monitoramento na Grande Londres, que vigiam a quantidade de oxigênio disponível nas águas durante as 24 horas do dia. Se o nível cai, embarcações vão até o ponto indicado e injetam oxigênio ali. A técnica tem se revelado eficiente, mas há consenso de que só uma troca completa do sistema de drenagem e esgoto por outro, bem mais moderno, impedirá os poluentes de ameaçarem novamente o rio londrino."
Edição 475 - Abril/2012 - Revista Planeta - acessado em 02/11/2013